Prova da ilegalidade
Quando o Expresso trouxe a notícia da agiotagem e a retratou como “golpe do século” ainda na metade do ano passado, ninguém queria dar parte na polícia, nem entrevista. Prova de que estavam conscientes sobre o negócio ilegal. Quanto ao tal agente financeiro (ou agiota), sempre foi uma pessoa que honrava os compromissos. Mas como diz o ditado, todo bom pagador o é até deixar de ser.
Massacre econômico
O grave problema não foram milhões dos empresários, médicos, políticos. Afinal, em algum tempo todos lucraram com o “banco”. O massacre mesmo foi causado ao pequeno empresário, ao trabalhador ou aposentado que investiu seu suado dinheirinho. E veja o tamanho da ganância de alguns: teve gente que até tirou empréstimo via Pronaf (incentivo do governo a pequenos agricultores) para colocar nas mãos do seu Fábio.
Caloteiros de ambos os lados
Mas nem tudo é derrota. Se teve os que não ganharam seus juros nem o capital de volta, teve os que deram calote no agiota. Pegaram e não pagaram. Aí o “banco quebrou mesmo de fato”. Fosse como um banco de verdade, cada valor emprestado seria calçado numa garantia.
Dura lição
Lamentável também é saber que talvez ninguém seja ressarcido. O motivo é óbvio: só se paga conta quando se tem dinheiro. Resta saber se a Justiça conseguirá fazer algo e se a população aprendeu alguma coisa com essa dura lição e saiba que exitem bancos garanridos até pelo governo.


