
Capão do Cipó – Dentre as acusações estão: distribuição de material de construção, vale-combustível e até cargos. Também consta possível compra com oferta em dinheiro.
As ações são cíveis e penal movidas pelo PSD e MDB e outra pelo próprio Ministério Público. Ainda há um inquérito a cargo da Polícia Federal que poderá redundar em outras ações penais. Essa se refere aos 20 mandados de busca emitidos pela Justiça.

O Ministério Público investiga possível compra de votos pela chapa vencedora Froner e Anselmo (PP-PDT). A investigação aponta que a chapa e alguns apoiadores teriam doado materiais de construção e combustíveis. Também há uma ação em que o Ministério Público pede a cassação por envolver servidor público contratado durante o período eleitoral.
A contração proibida
O Ministério Público pede a cassação do diploma de Osvaldo Froner e de seu vice Anselmo Cardoso, mais multa de mil UFIRs. A chapa do PP está sendo acusada de ter contratado servidora no período eleitoral em troca de votos.
Após denúncia, o prefeito mandou a servidora embora

No dia 7 de outubro, o prefeito Froner contratou uma moradora de um assentamento. Mais tarde, o Ministério Público recebeu denúncia de que o novo emprego estaria veiculado a compra de votos. Baseado nisso, houve a instauração de inquérito. Assim que o prefeito soube da denúncia, mandou exonerar a servidora, o que se deu no 02 de novembro, 13 dias antes da eleição.
Prova robusta
A promotora Silvia Jappe exalta que a prova de compra de voto é robusta. Ela requer a cassação do diploma dos eleitos mais multa de mil UFIRs. Além dos depoimentos, existe prova documental da exoneração da servidora, que ocorreu justamente depois do recebimento de ofício enviado pela Promotoria, solicitando esclarecimentos sobre a nomeação.
A lei eleitoral proíbe nomeação, contratação, exoneração ou transferência de servidor público nos três meses que antecedem as eleições e até a posse dos eleitos.
Entenda o caso: a visita trouxe um novo emprego
A referida servidora disse que o prefeito e seu candidato a vice estiveram na casa, ocasião em que ela pediu emprego. Os candidatos indicaram que havia a possibilidade de lhe darem um cargo em troca de apoio político. Então, ela e seus familiares votariam na referida chapa. A testemunha relatou ainda que em seguida às tratativas, saíram os “papéis” da sua nomeação e já começou a trabalhar.




