Considerada o caminho mais curto para livrar a política dos maus, a lei da ficha limpa começou a valer, mas na semana passada uma resolução sem muito alarde do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) colocou sua aplicação sob ameaça.
O TSE decidiu que o fato de um administrador ter as contas rejeitadas não o impede de concorrer. A decisão atingiu a alma de uma das mais populares leis brasileiras.
O maior contradição é que a jurisprudência criada prejudica a execução da ficha limpa no exato momento em que o próprio TSE investe mais de um milhão em campanhas em defesa da lei.
A interpretação abre uma brecha que pode beneficiar cerca de dez mil candidatos barrados com base no artigo da lei que exige a aprovação de contas durante gestões anteriores.


