Geral – O mercado de remédios para emagrecer sofreu uma mudança importante nesta sexta-feira (20) com o fim da patente da semaglutida. O princípio ativo, usado no famoso Ozempic, agora caiu em domínio público. Isso significa que outras empresas podem fabricar versões genéricas ou similares, o que deve aumentar a concorrência e derrubar os preços nas farmácias do RS e de todo o Brasil.
A fila de espera
A Anvisa já recebeu 13 pedidos de laboratórios interessados em produzir o medicamento. A expectativa dos médicos é que os preços caiam para um terço ou até um quarto do valor atual, seguindo o que já aconteceu com outros remédios que perderam a exclusividade. Mas o povo precisa ter paciência, pois as caixas de genérico não vão brotar nas prateleiras amanhã. Cada laboratório precisa provar que o seu produto funciona do mesmo jeito que o original.
Aprovação e segurança
A doutora Carolina Leães, que entende tudo de endocrinologia, explicou que os novos produtos ainda precisam passar por testes rigorosos de qualidade. O fabricante tem que mostrar que o remédio é seguro antes de chegar ao paciente. Esse processo leva tempo e investimento, mas é a garantia de que o usuário não vai comprar gato por lebre na hora de buscar o tratamento para obesidade ou diabetes.
Tratamento no SUS
Com o barateamento, cresce a esperança de que o governo consiga colocar esses injetáveis na rede pública. Hoje, o SUS quase não tem opções modernas para tratar quem sofre com o excesso de peso. No ano passado, o pedido foi negado porque o custo era muito alto, chegando a 6 bilhões em cinco anos. Agora, com o fim da exclusividade da marca, o cenário muda e pode facilitar o acesso para quem não tem condições de pagar do próprio bolso.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH / Anvisa 💉
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