O Brasil enfrenta um paradoxo histórico: mesmo sendo uma potência agrícola e um dos maiores exportadores mundiais de alimentos, o país ainda convive com altos índices de fome. Em 2023, 3,2 milhões de brasileiros estavam no mapa da fome, e 21,6 milhões enfrentavam algum nível de insegurança. Essa contradição reflete uma falha estrutural na distribuição de alimentos e nos preços elevados que limitam o acesso da população vulnerável.
A fome não é apenas um fenômeno natural, mas também uma construção social e política. Ao longo da história, ela tem sido usada como instrumento de controle e poder, desde a era colonial até o sistema alimentar global contemporâneo. A organização mundial do comércio e as tensões geopolíticas influenciam o abastecimento, o preço e a distribuição de alimentos. O Brasil precisa enfrentar essas questões com políticas que unam soberania alimentar, segurança alimentar e sustentabilidade.
A ordem econômica brasileira estabelece deveres claros para erradicar a fome e reduzir desigualdades. O direito e as políticas públicas são ferramentas essenciais para reverter esse cenário. Ações coordenadas entre os entes federativos, incentivo à produção agrícola sustentável e garantia do direito humano à alimentação são caminhos para superar o atraso histórico e transformar o Brasil em uma nação verdadeiramente inclusiva e soberana.
Fonte: Correio Braziliense – Jornalista: Lea Vidigal.
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