Brasília, DF – O sonho do corpo perfeito vai ganhar regras muito mais duras. A Anvisa anunciou que vai endurecer a fiscalização sobre a importação e manipulação da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. O órgão descobriu que, embora o remédio deva ser manipulado apenas para casos individuais, o que ocorre é uma produção industrial disfarçada: desde novembro, entrou insumo no país para fabricar 20 milhões de canetas, volume que acendeu o alerta vermelho na saúde.
CPF na receita e lupa na qualidade
Para colocar ordem na casa, a agência estuda exigir o CPF do paciente no momento da encomenda. A ideia é garantir que o remédio seja para uso pessoal e não estoque de balcão. Além disso, as farmácias terão 120 dias para apresentar certificados de boas práticas que sigam as normas brasileiras. Só neste ano, 11 grandes estabelecimentos passaram pelo pente-fino e oito acabaram interditados por irregularidades na produção do emagrecedor.
Fiscalização e novos registros
A preocupação aumenta porque 26% dos efeitos colaterais relatados vêm do uso fora da bula, muitas vezes sem controle de qualidade. Enquanto aperta o cerco contra a manipulação duvidosa, a Anvisa analisa 17 novos pedidos de registro de medicamentos para obesidade. Com a queda de patentes, a expectativa é que novos produtos oficiais cheguem ao mercado, o que deve forçar a redução dos preços para o consumidor final.
Fonte: Estadão Conteúdo.
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