Brasília – DF – A decisão do governo americano de rotular o PCC e o Comando Vermelho como terroristas acendeu um sinal de alerta vermelho na economia brasileira. Integrantes do governo Lula admitem o receio de que empresas e investidores estrangeiros passem a evitar negócios com companhias do Brasil por excesso de cautela. O ponto mais sensível hoje é o setor de combustíveis, onde investigações recentes já apontaram que facções utilizam postos e distribuidoras para lavar dinheiro.
O risco de travar o dinheiro lá fora
O maior problema é que, ao serem classificadas como terroristas, qualquer ligação direta ou indireta de empresas brasileiras com essas facções pode gerar punições pesadas vindo de fora. O medo é o chamado overcompliance, quando o investidor prefere parar de fazer negócio com o Brasil inteiro para não correr o risco de ser multado ou bloqueado pelos Estados Unidos. O ministro Dario Durigan, da Fazenda, já admitiu que a medida pode trazer prejuízos ao fluxo de dinheiro que entra no país e afetar investimentos.
O Pix atingido
Outra preocupação que circula nos corredores do governo é sobre o Pix. Técnicos temem que os americanos possam alegar que a ferramenta facilita o repasse de valores para facções, o que abriria porta para ataques ou restrições ao uso do sistema. Embora o governo garanta que não haverá prejuízo para a população, o clima é de incerteza. Especialistas lembram que estudos internacionais mostram que, quando países recebem esse tipo de classificação, o investimento estrangeiro costuma cair, pois o risco para o investidor sobe na hora.
Redação, João Lemes; Fonte: O Tempo e Folha de S.Paulo 📉
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