Desembargadora com salário de 91 mil reclama de “regime de escravidão”

Eva do Amaral Coelho disse que colegas estão deixando de tomar remédio por falta de dinheiro

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Nacional – Uma declaração da desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, causou polêmica e muita falação no meio jurídico e nas redes sociais. Mesmo tendo recebido mais de 91 mil reais limpos no mês de março, a magistrada classificou a situação financeira da categoria como “muito triste”. Durante uma sessão, ela chegou a dizer que, sem os benefícios e gratificações, os juízes daqui a pouco estarão trabalhando em “regime de escravidão”.

Contas e remédios em atraso
A desembargadora afirmou que os magistrados vivem uma tensão enorme e que, em pouco tempo, não terão como pagar as contas. Segundo ela, tem colega deixando de ir ao médico e até parando de tomar remédios porque o dinheiro não estaria sobrando. A fala aconteceu logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) apertar o cerco contra os chamados “penduricalhos”, que são aquelas verbas extras que engordam o contracheque no fim do mês.

Números que impressionam
Apesar do desabafo sobre a suposta pobreza da classe, os números do Portal da Transparência mostram uma realidade bem diferente da maioria dos brasileiros. Em março, a remuneração bruta da desembargadora passou dos 117 mil reais. Depois que o governo tira a parte dele, o valor que caiu na conta da magistrada foi de exatos R$ 91.211,82. Ela ainda reclamou que os juízes são vistos como “vilões” e “bandidos” pela população que não conhece o dia a dia de trabalho deles.

Trabalho além do gabinete
Eva também se queixou da carga horária, dizendo que os juízes e desembargadores levam muito serviço para casa, revisando votos durante a noite e nos finais de semana. Para ela, a categoria é injustiçada e as pessoas acham que ganham muito sem fazer nada. O comentário gerou uma onda de críticas, já que a comparação com a escravidão foi considerada um exagero sem tamanho perto da realidade de quem ganha o salário mínimo no país.

Redação, João Lemes; Fonte: g1 e Portal da Transparência ⚖️

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