Nacional – Já está no catálogo da Netflix a série documental “Ronaldinho Gaúcho”, dividida em três episódios que tentam contar a trajetória do gênio da bola. Apesar de trazer depoimentos de feras como Messi, Neymar e Pelé, a obra tem recebido críticas por passar batido por episódios marcantes e obrigatórios na história do ex-camisa 10 do Barcelona.
A omissão do Mundial de 2006
O ponto que mais chamou a atenção, principalmente dos gaúchos, foi o “esquecimento” total da derrota do Barcelona para o Internacional no Mundial da Fifa. Na época, Ronaldinho vivia o auge e era o melhor do mundo, mas o Colorado venceu por 1 a 0 com gol de Adriano Gabiru. O documentário nem cita a partida, embora dê um destaque enorme para o drible de Ronaldinho em Dunga na final do Gauchão de 1999.
A prisão no Paraguai vira “mal-entendido”
A série também é econômica nos detalhes sobre a prisão do craque e do irmão, Roberto Assis, no Paraguai em 2020. Quem assiste fica com a impressão de que tudo foi apenas um erro bobo, sem mencionar a investigação profunda que revelou um esquema de passaportes falsos envolvendo autoridades paraguaias. A produção preferiu não aprofundar o assunto, deixando o espectador sem os detalhes daquela confusão.
O silêncio sobre as CPIs
Outro tema que ficou de fora foi a convocação de Ronaldinho para a CPI das Pirâmides Financeiras. O ex-jogador foi sócio de uma empresa que prometia lucros astronômicos com criptomoedas e acabou virando réu em uma ação de 300 milhões. Mesmo com essas falhas e a falta de profundidade, o documentário serve para reafirmar que, dentro das quatro linhas, o bruxo foi um dos maiores que o futebol já viu.
Redação, João Lemes; Fonte: Agência Câmara e Crítica 📺
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