Governo discute mudanças na “lei do descanso” após pressão de caminhoneiros

O ministro dos Transportes admite que a regra atual é difícil de cumprir

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Brasília – DF – (Brasil) – O governo federal está com a lupa em cima da legislação que regula a jornada de trabalho dos motoristas profissionais. Em meio à tensão causada pela alta dos combustíveis e pela falta de diesel em várias regiões, o ministro dos Transportes, Renan Filho, confirmou que o Ministério estuda flexibilizar a chamada “lei do descanso”. O objetivo é reduzir custos e atender a um pedido antigo da categoria, que reclama das dificuldades práticas de parar o caminhão em locais sem estrutura.

O nó na rotina do caminhoneiro

A lei atual exige períodos rígidos de repouso para garantir a segurança nas estradas, mas o ministro reconhece que o mundo real é mais complicado. “Imagina que um caminhoneiro está a duas horas de casa após dois dias fora. Ele não tem onde parar em todo canto e, para dormir, precisa pagar”, exemplificou Renan Filho. A ideia é criar novos parâmetros que permitam ao motorista planejar melhor a viagem, especialmente quando o destino final está perto, evitando que ele seja multado por querer chegar ao aconchego da família.

A crise do diesel e a especulação

Questionado sobre a falta de combustível que atinge o Rio Grande do Sul e prejudica o transporte escolar e a colheita, o ministro subiu o tom. Segundo ele, o desabastecimento em alguns postos é fruto de especulação de empresários que estariam “segurando” o estoque para lucrar com a alta dos preços. “A especulação está sendo combatida com polícia”, afirmou o ministro, destacando que o governo não vai aceitar que a sociedade seja prejudicada por manobras de mercado enquanto o país enfrenta dificuldades logísticas.

O que muda daqui para frente?

As alterações na lei do descanso devem ser anunciadas ainda este mês, junto com outras medidas para reforçar a fiscalização da tabela do frete. Enquanto o governo tenta equilibrar a segurança viária com a viabilidade econômica do transporte, os caminhoneiros seguem em alerta. A promessa é de que a nova regra seja mais “pé no chão”, levando em conta a falta de pontos de parada seguros e iluminados nas rodovias brasileiras, um problema histórico que transforma o descanso obrigatório em um risco para quem está ao volante.

Redação, João Lemes; Fonte: GZH / Rádio Gaúcha 🚚

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