Nacional – A disputa ficou mais apertada na pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada no dia 19. Flávio Bolsonaro aparece com 49,8% das intenções de voto, contra 47,6% de Lula. No levantamento de 9 de outubro, os dois marcavam 51,1% e 45,7%, respectivamente. Nos votos válidos, Flávio passou de 52,8% para 51,1%, enquanto Lula subiu de 47,2% para 48,9%. A diferença caiu para 2,2 pontos percentuais. A margem de erro geral é de um ponto para cada candidato.
As mulheres e as regiões
Lula avançou entre as mulheres, de 53,6% para 58,9%, contra 39,2% de Flávio. Entre os homens, o senador cresceu de 57,7% para 61,7%, enquanto o presidente recuou de 36,9% para 35%. No Nordeste, Lula passou de 57,6% para 62,8%, diante de 35,3% do adversário. No Sul, ganhou dois pontos e chegou a 36,1%, mas Flávio segue à frente, com 59,5%. Entre os eleitores com ensino superior, Lula avançou em torno de seis pontos, alcançando 56,1%, contra 39,8%. Para Yuri Sanches, analista da AtlasIntel, o movimento pode refletir o desempenho em centros urbanos e a transferência de votos de outros candidatos.
A transferência de votos
Entre os eleitores de Renan Santos, Lula subiu de 28% para 31,9%. Flávio registra 33,5%, e outros 34,6% indicam branco, nulo ou indecisão. Entre os apoiadores de Augusto Cury, Lula passou de 50,4% para 52,1%; Flávio também cresceu e chegou a 42,4%, enquanto 5,6% não escolheram um dos dois. Já entre os eleitores de Ronaldo Caiado, o senador ampliou sua vantagem: passou de 54,9% para 69,8%, contra 24,5% de Lula.
O desafio da recuperação
Segundo Sanches, Lula precisaria conquistar em torno de 60% dos votos transferidos de candidatos derrotados, proporção ainda não observada no levantamento. O analista considera que o presidente também depende da mobilização de quem não compareceu ao primeiro turno, um eleitorado que Flávio igualmente pode alcançar. “A situação ainda é bastante desafiadora para o presidente Lula nessa reta final”, afirmou.
O debate e os dados da pesquisa
As entrevistas ocorreram antes do debate da Band, portanto os resultados não medem a reação ao confronto. Sanches avalia que eventuais efeitos aparecerão nas próximas rodadas, mas lembra que ainda haverá o debate da Globo antes da votação. A Atlas/Bloomberg ouviu 4.998 eleitores entre 13 e 18 de outubro, por recrutamento digital aleatório. O levantamento foi contratado pela Bloomberg, tem margem de erro de um ponto percentual, confiança de 95% e registro BR-02418/2026 no TSE.
(Redação, João Lemes. Fonte: pesquisa Atlas/Bloomberg e análise de Yuri Sanches)
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