Brasília – Débora Rodrigues dos Santos, de 39 anos, presa por ter pichado a estátua “A Justiça” em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante os atos de 8 de janeiro de 2023, pediu perdão em depoimento. A cabeleireira alegou que não tinha consciência do valor simbólico e financeiro do monumento e classificou sua ação como “ilegal”. A frase pichada, “Perdeu, mané”, ecoava uma fala do ministro Luís Roberto Barroso e foi escrita com batom vermelho.
Débora, que mora em Paulínia (SP), viajou a Brasília um dia antes do ato e participou das manifestações na Praça dos Três Poderes. Em seu depoimento, revelou que teria sido influenciada por outra pessoa a completar a pichação. Ela negou envolvimento na destruição de prédios públicos, afirmando que estava apenas tirando fotos e que o calor do momento alterou seu julgamento.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) a acusa de crimes como:
Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
Golpe de Estado;
Dano qualificado;
Deterioração do patrimônio tombado;
Associação criminosa armada.
A Primeira Turma do STF iniciou o julgamento de Débora. O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou por condená-la a 14 anos de prisão, sendo acompanhado pelo ministro Flávio Dino. Contudo, o julgamento foi suspenso após Luiz Fux pedir mais tempo para analisar o caso. Débora pediu desculpas ao Estado Democrático de Direito e disse que aprendeu com o ocorrido. As investigações continuam.
Veja o vídeo:
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