Nacional – Investigada por suspeitas de tráfico de influência e corrupção, Roberta Luchsinger declarou que pretende esclarecer sua atuação em negócios envolvendo o governo federal e a relação com Fábio Luís da Silva, o Lulinha. Segundo reportagem da revista Veja, ela afirma ter fotos, vídeos, mensagens e documentos, mas ainda não apresentou as provas que diz reunir.
A reação às declarações
Roberta reagiu após Lula negar que a conhecia e chamá-la de “pilantra”. Em entrevista à CNN Brasil, ela acusou o presidente de mentir e afirmou que não aceitará assumir sozinha a responsabilidade pelos fatos investigados. Também disse que uma de suas filhas recebeu uma ameaça de mort3. A empresária sustenta que existe uma tentativa de desqualificá-la, mas essa alegação não está comprovada no material divulgado.
Os negócios investigados
Conforme a Veja, mensagens recuperadas pela Polícia Federal levantaram suspeitas de que Roberta e Lulinha atuavam juntos para representar interesses privados no governo. A reportagem também descreve viagens custeadas por amigos empresários e reuniões em uma casa mantida por ela em Brasília. Roberta confirmou que trabalhou para Antonio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS, mas negou pagamentos ou divisão de lucros com o filho do presidente. A revista ressalta que um relatório da Federal de janeiro não apontou ligação dela com as fraudes nas aposentadorias.
Os pagamentos a um assessor
Outro ponto envolve despesas de Marco Aurélio Santana, então chefe de gabinete de Lula, pagas pela empresária. Segundo a reportagem, a Polícia Federal investiga se os pagamentos tinham relação com o encaminhamento de demandas do grupo no Planalto. O assessor, afastado após a divulgação do caso, afirmou que recebeu um empréstimo. Roberta contesta: diz que deu o dinheiro para ajudar um amigo com dificuldades financeiras.
A posição da defesa
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, negou irregularidades e afirmou que o cliente se mantém na Espanha com trabalho de consultoria e governança. Sobre as viagens, atribuiu os benefícios à amizade com Roberta. Também rejeitou a existência de uma estratégia para responsabilizá-la e classificou a investigação como uma procura de provas sem crime demonstrado. Lula, por sua vez, negou ter oferecido um cargo à empresária, como ela teria afirmado em uma mensagem citada pela revista.
(Redação, João Lemes. Fonte: Veja)
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