Nacional – A presença de uma liderança no Brasil passou a ser uma preocupação dos aliados após a ida do candidato derrotado aos Estados Unidos. Segundo a Folha de S.Paulo, integrantes da direita avaliam que o governador reeleito de São Paulo tende a ocupar gradualmente o espaço político deixado pelo senador Flávio Bolsonaro.
Tarcísio de Freitas defendeu o respeito ao resultado das urnas depois da divulgação da carta em que Flávio se declarou presidente eleito. O governador afirmou compreender a indignação do aliado, mas disse que era necessário seguir em frente. Conforme a reportagem, ele e integrantes da campanha já haviam aconselhado o senador a aceitar a derrota e organizar a oposição dentro do país.
A disputa no Senado
Aliados do PL reconhecem que Flávio pode manter influência mesmo no exterior, mas avaliam que a atuação diária exige representantes presentes no Congresso. Entre os nomes mencionados estão Rogério Marinho, Michelle Bolsonaro e Tereza Cristina. A eleição para a presidência do Senado ganhou importância nesse cenário: dirigentes querem o comando da instituição para coordenar a oposição ao governo e ao Supremo Tribunal Federal.
Marinho, que coordenou a campanha presidencial, disse compreender a decisão de Flávio de deixar o Brasil, mas rejeitou a alegação de fraude eleitoral. Após a carta, afirmou acreditar que o documento fosse um desabafo de alguém que se sentia injustiçado. A possibilidade de perseguição é uma avaliação expressa por aliados do senador.
O projeto para 2030
Enquanto Tarcísio é citado como possível candidato à Presidência na próxima eleição, a direita discute quem conduzirá as articulações em Brasília. Em vídeo, o governador cobrou unidade e responsabilidade com os votos recebidos. Defendeu uma oposição que fiscalize o governo, apresente propostas e cobre responsabilidade fiscal.
(Redação, João Lemes. Fonte: Folha de S.Paulo)
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