Brasília – DF – Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) botou o dedo na ferida sobre como as autoridades brasileiras usam os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). O levantamento mostra que, entre 2020 e 2024, foram gastos 285 milhões com voos oficiais cheios de rolo, como a falta de identificação de quem estava a bordo e o descarte de documentos públicos que deveriam ser guardados.
Listas no lixo e CPFs fantasmas
O que mais chamou a atenção dos fiscais foi que as listas de passageiros de 2020 a 2023 simplesmente sumiram, foram jogadas fora. Além disso, quando tinha lista, a bagunça era grande: o TCU achou 801 CPFs que nem existem nos registros. Sem esses nomes, fica impossível saber quem andou viajando com o dinheiro do povo, o que o tribunal considerou uma falha gravíssima na transparência.
Avião de luxo para um só
Outro ponto que revoltou os auditores foi o desperdício de dinheiro. Teve caso de avião oficial decolando com apenas um passageiro, enquanto o uso de voos comerciais poderia ter poupado 36 milhões aos cofres públicos. O governo federal não tem critérios claros para decidir quando precisa mesmo usar um jato da FAB ou quando o político poderia muito bem ir em um voo comum, que custa bem menos.
Plano de ação obrigatório
Agora, o governo tem 180 dias para arrumar a casa e apresentar um plano para acabar com essa mamata. O TCU quer um sistema digital rigoroso para registrar todo mundo que sobe nos aviões e uma justificativa real para cada viagem.
Redação, João Lemes; Fonte: IstoÉ Dinheiro e Metrópoles ✈️
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