Mundo – A escravidão surgiu lá nos primórdios da civilização, ainda na Mesopotâmia, mas foi na Grécia e em Roma que o sistema virou a base de tudo. Naquela época, o trabalho forçado era o motor da economia. Não havia leis para proteger essas pessoas, que eram tratadas como ferramentas. O dono tinha poder total sobre elas, podendo decidir o destino de quem vivia sob o seu domínio.
A vida dividida entre o luxo e o chão da casa
O papel do escravo variava muito. Enquanto alguns eram tratados como simples objetos, sem direito a um canto digno para dormir, outros ocupavam cargos importantes. Havia escravos que eram professores, arquitetos ou até mesmo administradores das finanças dos seus donos. Mesmo assim, a linha que separava o homem livre do escravo era grossa. O homem livre tinha direitos, enquanto o escravo podia ser torturado ou castigado por qualquer motivo. Eles não podiam nem casar ou exercer o papel de pai, já que os filhos também pertenciam ao dono.
O fim de uma era de exploração
O auge dessa prática aconteceu entre o século 5 antes de Cristo e o século 1 depois de Cristo, muito por causa das guerras de conquista de Roma, que enchiam a cidade de mão de obra barata. Porém, quando as fronteiras pararam de crescer, o fornecimento de novos escravos diminuiu e o sistema começou a balançar. A história mostra que o preço dessa exploração foi caro, resultando em guerras sangrentas, como a revolta liderada por Spartacus. Foi um período onde a liberdade era um privilégio para poucos e a vida humana valia apenas o que podia produzir.
Redação, João Lemes; Fonte: História Universal 📜
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