“O Partido Progressistas de Capão do Cipó declara repúdio a charge publicada no Expresso Ilustrado do dia 21/06/2024, a qual aparentemente tentou desabonar e intimidar a pré-candidata Regina Weidemam.
Hoje estamos de luto: a tão falada e sonhada democracia, levou um duro golpe, aliás levou um golpe baixo.
A política é feita de partidos, ideias e, assim como o significado de Democracia, traz a pluralidade de partidos e de ideias:
> _”Democracia é um regime político em que os cidadãos no aspecto dos direitos políticos participam igualmente — diretamente ou através de representantes eleitos — na proposta, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo o poder da governação através do sufrágio universal.”_
Mas o que temos que combater nos dias de hoje é o machismo e a covardia de alguns, que não querem as mulheres na política e nem em cargos de relevante prestígio, pois isso incomoda.
E, infelizmente, ainda não intencional, a mencionada charge contribui com este cenário: a mulher, naturalmente maltratada e violentada, que sofre com as diferenças e preconceitos de um ambiente predominantemente machista, é covardemente atacada.
Já não bastam os casos de violência doméstica? De opressão das mulheres? Da violência moral? Agora será necessário se defender também de violência política de gênero?
A imprensa possui importante papel no combate ao preconceito, devendo zelar pela promoção dos direitos e garantias das mulheres, principalmente os direitos políticos, para que tenhamos mais mulheres na política. Tendo ela um papel estratégico na formação de opinião e na pressão por políticas públicas, pode e deve contribuir para ampliar, contextualizar e aprofundar o debate pelas garantias e direitos das mulheres.
De qualquer sorte, o povo está atento e certamente dará a resposta certa, na hora certa, principalmente às nossas mulheres, que diariamente sofrem diversos tipos de violência pela sociedade machista.
É hora de dar um grito de liberdade!
As mulheres precisam de seu espaço na política, e o Partido Progressistas não vai se calar diante de injustiças, injúrias, machismo e covardia.
Seguimos fortes e unidos no nosso propósito!
Partido Progressistas de Capão do Cipó.
Valores que nos unem”

O PP de Capão do Cipó vai de sargento Almeida e Regina Weidmann
NOTA DO NP EXPRESSO
Em resposta à nota de repúdio emitida pelo Partido Progressistas de Capão do Cipó, gostaríamos de esclarecer alguns pontos importantes:
- Liberdade de imprensa e democracia: A antiga Lei de Imprensa foi revogada, e o que prevalece atualmente são os direitos democráticos de exercer a liberdade tanto partidária quanto jornalística. O jornal Expresso, ao longo de seus 31 anos de existência, sempre manteve seu estilo característico, incluindo a publicação de charges, independentemente do personagem retratado ser mulher ou homem.
- Críticas e opiniões: É curioso notar que o próprio partido que defende a democracia e a liberdade questiona uma crítica jocosa. Além disso, é interessante observar que, em ocasiões anteriores, quando o jornal elevou a imagem da mesma pessoa, não houve objeções.
- Exposição pública e sujeição a críticas: O que o jornal fez foi mostrar que essa pessoa colocou seus interesses pessoais acima dos interesses do município. Uma pessoa que é presidente de um partido e, no dia seguinte, está no partido adversário, o qual criticou durante toda a vida, como candidata a um cargo majoritário, está sujeita a análises, provocações e opiniões. Ao colocar seu nome à disposição da comunidade, ela está, sim, sujeita a várias críticas e situações jocosas, conforme a lei assegura a liberdade tanto para os jornalistas como para qualquer cidadão.
- Histórico do jornal com o município: O jornal Expresso tem um grande apreço por Capão do Cipó, tendo sido o único presente na inauguração do município há mais de 20 anos e tendo escrito a história do município. Não estamos pedindo reconhecimento, apenas o direito de continuar trabalhando dentro da liberdade e da democracia.
- Machismo e violência contra a mulher: Embora reconheçamos a importância de combater o machismo e a violência contra a mulher, é fundamental distinguir entre uma crítica política legítima e um ataque pessoal baseado em gênero. A charge em questão não teve como objetivo desabonar ou intimidar a pré-candidata por ser mulher, mas sim por suas ações e posicionamentos políticos.
Reiteramos nosso compromisso com a liberdade de imprensa, a democracia e o direito de expressar opiniões e críticas políticas, sempre respeitando os limites estabelecidos pela lei e os direitos individuais de cada cidadão, independentemente de gênero, raça, religião ou filiação partidária.
Atenciosamente,
João Lemes – editor
EM TEMPO –
E mais, tanto é verdade que a pessoa retratada na charge colocou seus interesses acima dos da municipalidade, que durante a sessão da Câmara de Vereadores, duas pessoas do seu próprio partido (novo partido) manifestaram contrariedade. O vereador Miro já se desfiliou do Progressistas, e o vereador Thiago NÃO apoia a presente chapa, acreditando que há gente mais antiga no partido que mereça o cargo de pré-candidato. Vejam, o jornal acertou, se os próprios companheiros estão contra.