A recente apreensão de uma pepita de ouro com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, levanta dúvidas e suspeitas.
Esse acontecimento não é isolado, mas num contexto preocupante. (Baseado nas informações de Marta Sfredo – GZH
No final de 2022 e início de 2023, o Brasil enfrentava uma crise humanitária envolvendo os yanomami, diretamente ligada à atividade ilegal de garimpo.
Agora, no início de 2024, Costa Neto é preso por posse ilegal de arma e crime de usurpação mineral, com a pepita em seu poder. A análise feita pelo Instituto Nacional de Criminalística, utilizando tecnologia avançada, confirmou a origem ilegal do ouro.
Essa descoberta é especialmente problemática considerando o histórico de Costa Neto e sua relação com o governo Bolsonaro.
Durante esse governo, houve esforços para regularizar o garimpo ilegal e enfraquecer as leis de proteção ambiental.
O fato de Costa Neto gerenciar uma grande quantia do fundo eleitoral, oriunda dos contribuintes brasileiros, adiciona uma camada extra de complexidade e potencial conflito de interesses.
Apesar de alguns argumentarem que a pepita poderia ser apenas um amuleto de sorte, o conjunto de evidências e o contexto sugerem a necessidade de uma investigação mais profunda.
A coincidência entre a posse do ouro ilegal e as políticas de apoio ao garimpo ilegal, além das implicações para o financiamento de campanhas, não deve ser ignorada.
OURO DO GARIMPO
Como se sabe que é de garimpo? O minério foi encaminhado ao Instituto Nacional de Criminalística (INC), que usou um equipamento chamado “pistola de fluorescência”, capaz de identificar a origem e a composição do material. Com 39,18 gramas e valor estimado em R$ 11,7 mil, a pepita veio de um garimpo.
LEIA TAMBÉM: Sai ranking dos melhores países para se aposentar e ter vida feliz e tranquila