A empresa compra animais de produtores do RS e mantém confinamentos em Santiago e São Vicente do Sul. Segundo o diretor, o de Santiago reúne 14 mil bovinos, alimentados com milho, silagem e farelo de soja.
Santa Maria – RS – (Região Central) – A área de desossa, onde os funcionários retiram os ossos e separam os cortes, ainda precisa de adaptações para acompanhar o ritmo da indústria. Segundo o diretor de exportação Mateus Silva, a unidade passou de 700 para 750 a 760 animais abatidos diariamente. Instalada no bairro Passo das Tropas, a empresa também busca compradores em outros países para reduzir a dependência de cada destino. A matéria saiu no Diário de SM.

Os novos mercados
Conforme o material fornecido, a União Europeia suspendeu em setembro a entrada de carne brasileira por considerar insuficientes as garantias sobre o controle de antimicrobianos na produção animal. Antes disso, o frigorífico vendia ao bloco por meio de um parceiro italiano, num volume que Mateus estima como equivalente a mil bovinos por mês. Agora, a empresa procura ampliar as vendas para destinos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Líbano, Palestina e Singapura.

Uma carga também está em preparação para apresentar o produto a possíveis compradores nas Filipinas. Nos Estados Unidos, as vendas são pontuais e se concentram em carne magra para hambúrgueres e carne moída. No Brasil, a distribuição atende principalmente o Sul e o Sudeste, com 100 caminhões frigoríficos próprios e transportadores contratados.
O gado confinado
A empresa compra animais de produtores do RS e mantém confinamentos em Santiago e São Vicente do Sul. Segundo o diretor, o de Santiago reúne 14 mil bovinos, alimentados com milho, silagem e farelo de soja. A dieta busca favorecer o marmoreio, a gordura entre as fibras musculares que contribui para o sabor e a maciez. Mateus afirma que a alimentação com milho e soja evita o gosto mais forte que ele associa ao uso de sementes de algodão em outros sistemas. Entre as raças utilizadas estão angus e hereford.
A carne premiada
Em 2026, um filé de costela, também chamado de entrecot, do Frigorífico Silva recebeu medalha de prata no World Steak Challenge, realizado na Holanda. O corte concorreu na categoria de animais alimentados com grãos e veio do confinamento de Santiago, onde alguns bovinos permaneceram por mais de 200 dias. Os jurados avaliaram aparência, coloração, marmoreio e a carne preparada, sem conhecer a origem do produto. “O prêmio foi um motivo de orgulho muito grande para a gente”, disse Mateus.
As oportunidades de trabalho
Com a previsão de aumento da produção, o diretor estima que o quadro possa se aproximar de 2 mil trabalhadores. A experiência é desejável, mas não obrigatória para todas as funções, pois a empresa oferece treinamento. As vagas podem ser consultadas nos canais oficiais do Frigorífico Silva e da marca Best Beef. A trajetória da empresa começou em Rio Grande, em 1972. A família Silva adquiriu a unidade santa-mariense em 1983 e, na década de 1990, concentrou nela também a desossa, antes feita em Rio Grande. (Redação, João Lemes. Fonte: Diário de SM)
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