Manoel Viana – Menina de 12 anos acusa o padrasto injustamente

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(por João Lemes) Nessa pequena cidade, onde todos se conhecem, as notícias correm rapidamente. A vida de uma família foi virada de cabeça para baixo por uma história que, inicialmente, chocou a comunidade. Uma menina de 12 anos acusa o padrasto injustamente.

Uma menina de 12 anos (identidade preservada), denunciou na escola que vinha sendo abusada por seu padrasto desde os 7 anos. O caso ganhou repercussão, envolvendo conselheiros tutelares, registro policial e até a Promotoria. Então, a comunidade começou a “fazer justiça”, como de costume.

Reviravolta na história

No entanto, uma reviravolta surpreendente ocorreu. Uma especialista forense foi chamada para investigar as alegações mais a fundo e revelou que as acusações eram infundadas. A insatisfação da menina com as restrições impostas pelo padrasto, especialmente em relação ao uso do celular, foi identificada como a verdadeira motivação por trás das acusações. Contra todas as expectativas, a jovem confessou ter inventado toda a história e ainda descreveu o padrasto como uma pessoa de grande coração.

A fantasia como mecanismo de defesa

Este caso traz à tona a complexidade das relações familiares e os desafios enfrentados por crianças e adolescentes em expressar suas frustrações. Rudinei dos Santos Assis, o padrasto acusado, após 40 dias de angústia e críticas, finalmente pôde respirar aliviado. Ele procurou o NP Expresso, acompanhado de seus advogados Carmen Eveline Garaialdi e Miguel Eduardo Garaialdi (Miga), para contar sua história.

A fantasia como mecanismo de defesa em crianças e adolescentes, especialmente quando contrariadas, é um fenômeno bem documentado na psicologia.

Segundo o artigo “The Function of Fantasy in the Resilience Process” publicado no “Psychological Bulletin”, a fantasia pode servir como uma forma de escapismo ou um mecanismo de coping para lidar com situações difíceis. No entanto, quando essas fantasias levam a acusações graves, as consequências podem ser devastadoras.

Este caso serve como um lembrete crítico da importância de abordar as alegações de abuso com seriedade, ao mesmo tempo em que se investiga cuidadosamente para assegurar que a verdade seja revelada.

Também destaca a necessidade de diálogo aberto e apoio dentro das famílias, para que crianças e adolescentes possam expressar suas frustrações de maneira saudável, sem recorrer a histórias que podem ter implicações sérias e duradouras.

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