Santiago, RS – O bolso do trabalhador segue sentindo o peso do supermercado. Levantamento da URI mostra que a cesta básica chegou a 896,09 em maio, valor acima do registrado em Porto Alegre, que ficou em 870,62. Em apenas dois meses, a alta acumulada foi de 22,11%.
Alimentos puxam aumento
A carne bovina (patinho) liderou a alta. O quilo passou de 47,35 para 58,30 entre março e maio. O tomate subiu mais de 70% e a batata mais que dobrou de preço. Juntos, os três produtos responderam por cerca de 83% do aumento da cesta.
Mais horas de trabalho
Com o salário mínimo em 1.621, o trabalhador precisa de 121 horas e 37 minutos de serviço para comprar a cesta básica. Em março eram 99 horas e 36 minutos. Hoje, a cesta consome mais de 55% do salário bruto.
Salário ideal acima de 7,5 mil
Pela metodologia do Dieese, uma família de quatro pessoas precisaria de cerca de 7.528 por mês para atender às necessidades básicas. O valor supera em mais de quatro vezes o salário mínimo atual.
Fonte: Emanuely Guterres Soares/URI Santiago
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