Santiago, RS (Região Central) – Lidiane Amaral de Souza, 29 anos, deixou a casa onde morava no Alto da Boa Vista levando apenas a roupa do corpo. Ela está abrigada desde domingo com o marido, Leonardo Rosa Martins, 30 anos, e as duas filhas, de 1 ano e 9 meses e 2 anos. A casa onde a família morava é alugada e ainda não há previsão de quando poderá ser consertada.
Acolhimento
O temporal atingiu toda a área urbana e deixou cerca de 5 mil casas afetadas. Muitas famílias perderam parte do que tinham e algumas ficaram sem ter onde dormir. Quatro delas estão no ginásio do bairro Vista Alegre/Missões. São moradores de diferentes bairros e que agora dependem do acolhimento para atravessar os primeiros dias depois da destruição.
Ajuda para recomeçar
Lidiane conta que a situação é difícil, mas que o sofrimento ficou um pouco mais leve com o atendimento recebido no abrigo. A família tem comida, banho e um lugar para dormir. A rede de proteção do município também acompanha os moradores e dá o suporte necessário neste momento difícil.

Esperança em meio à destruição
O seu José Vilmar Rodrigues, também do Alto da Boa Vista, é outro morador que precisou deixar sua casa. Aos 73 anos, ele diz que nunca tinha visto tamanha destruição. A previsão é que ainda hoje siga para Unistalda com a esposa. Sem saber como vai reconstruir o lar, o idoso tenta olhar para o que ainda tem: a saúde. Mesmo diante de tudo que perdeu, agradece por estar bem e ter forças para começar de novo.
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