Um carreteiro bem feito não sai de qualquer panela

Só no Coxilha, uma tonelada de charque é coisa pouca durante os festejos

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Durante a Semana Farroupilha, Santiago e todo o RS se transformaram num palco de tradições. Os festejos são marcados por muito fandango e o consumo de produtos típicos como o charque. Nos supermercados locais, como, Damian, Bazana e Nosso Mercado, as vendas de charque disparam, chegando a centenas de quilos. No Damian, por exemplo, as vendas chegam a 450 kg durante a semana. O quilo sai em torno de 60 reais.

Os festejos são marcados por muito fandango e o consumo de produtos típicos como o charque.

Nos CTGs, o charque é ingrediente essencial em pratos como o arroz de carreteiro, servindo centenas de pessoas. Essa iguaria campeira, além de ser saborosa, é prática, pois pode ser armazenada fora da refrigeração.

A Revolução Farroupilha foi uma peleia pelo charque

A Revolução Farroupilha ocorreu entre 1835 e 1845. Um dos conflitos mais emblemáticos do RS. A disputa começou devido ao descontentamento dos gaúchos com as altas taxas impostas pelo governo imperial sobre o charque, um produto essencial na economia local. Produzido principalmente no Estado. A insatisfação com a política fiscal e a luta por mais autonomia levaram os gaúchos a se levantarem contra o governo, dando início a uma guerra que durou uma década.

A iguaria campeira preferida

Durante os festejos, o consumo nos CTGs é impressionante, com grandes quantidades de charque sendo utilizadas para preparar refeições que servem centenas de pessoas. Essa carne salgada, além de ser deliciosa, é uma parte vital da cultura e da culinária gaúcha, simbolizando a resistência e a tradição do povo sulista.

No Coxilha, uma tonelada de charque é coisa pouca

Só no CTG Coxilha de Ronda, o consumo de charque é impressionante: durante os festejos, o CTG utiliza uma tonelada de charque. Cada panela leva cerca de 12 kg de charque e 10 kg de arroz para servir 150 pessoas. O cardápio inclui 40 kg de feijão (feijoada) por dia, 100 kg de mandioca, farinha de milho e 200 dúzias de ovos. Esses números destacam a popularidade do charque e a grandiosidade das celebrações, onde a tradição e a gastronomia se unem para celebrar a cultura gaúcha.

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