O neurocientista Rafael Yuste, considerado um dos cinco principais cientistas do mundo, concedeu uma entrevista exclusiva à GZH durante sua passagem por Porto Alegre. Yuste lidera estudos que exploram a manipulação do cérebro por meio da neurotecnologia.
Em suas pesquisas, ele conseguiu implantar imagens no cérebro de ratos, fazendo com que os animais as vissem como se fossem reais. Ele acredita que no futuro será possível manipular os pensamentos, emoções e decisões das pessoas por meio dessa tecnologia.
Yuste destaca três principais implicações da neurotecnologia: a compreensão científica do funcionamento do cérebro, o desenvolvimento de tratamentos para doenças cerebrais e a possibilidade de conectar as pessoas a computadores por meio de interfaces cérebro-computador.

Ele ressalta a importância de proteger a privacidade e a autonomia individual nesse contexto, propondo a criação dos “neurodireitos”, que seriam direitos humanos específicos para proteger a atividade cerebral.
O neurocientista alerta para os riscos do mau uso da neurotecnologia, como a leitura de pensamentos sem consentimento e a manipulação de pensamentos e desejos das pessoas. Ele ressalta a necessidade de estabelecer regras e diretrizes para garantir que a tecnologia seja utilizada de maneira positiva e não abusiva.
Destaca também os avanços na área da saúde, como a possibilidade de curar doenças cerebrais e melhorar a qualidade de vida de pacientes por meio da neurotecnologia. Ele acredita que estamos no limiar de um renascimento científico e humanista, e está otimista em relação ao futuro.



