O Egito está em processo de construção do maior rio artificial do mundo como parte do “Novo Projeto do Delta”. A escassez de água na região, causada pelo aumento da demanda, desperdício e mudanças climáticas, tem afetado a atividade agrícola que existe há milhares de anos no país.
Com o objetivo de melhorar a produção agrícola, recuperar terras e aumentar a área de cultivo, o projeto busca fornecer água necessária para irrigar quase 9.200 km² de terras no Deserto Ocidental utilizando biotecnologia.


O presidente egípcio Abdel Fattah el-Sisi lidera o empreendimento e enfatiza a importância da coordenação entre as partes envolvidas, sistemas modernos de irrigação e gestão eficiente da água para garantir o sucesso do projeto. A infraestrutura inclui cerca de 22 quilômetros de canos subterrâneos para transporte e tratamento de água, e o rio artificial terá extensão de 92 km.
O Egito também planeja construir outro rio artificial de 114 km como parte do projeto New Delta, visando expandir as terras agrícolas do país em 15%. O investimento total do projeto está avaliado em cerca de US$ 5,25 bilhões.
Outros exemplos de rios artificiais ao redor do mundo incluem o Rio Água Branca no Brasil, o Canal do Panamá no Panamá, o Rio Los Angeles nos Estados Unidos, o Rio Tâmisa no Reino Unido e o Canal do Norte na China.
É feita uma menção especial ao projeto de transposição do Rio São Francisco no nordeste do Brasil, embora alguns especialistas não o considerem um caso de construção de rio artificial, mas sim de deslocamento de águas entre diferentes bacias hidrográficas.
Essas iniciativas de engenharia buscam enfrentar os desafios da escassez de água, promover a sustentabilidade agrícola e econômica e garantir a segurança alimentar em diferentes regiões do mundo.

Fonte: engenharia360