Cinco trabalhadores, incluindo um uruguaio e dois adolescentes de 15 e 17 anos, foram resgatados pela Polícia Federal e Ministério do Trabalho e Emprego em uma operação contra trabalho escravo em Farroupilha.
O dono da propriedade foi preso em flagrante por suspeita de crime de redução à condição análoga à de escravo e encaminhado ao sistema penitenciário.
A operação foi organizada após uma denúncia. Os resgatados atuavam na colheita de maçã e estavam em condições degradantes em um alojamento da propriedade, com péssimas condições de saúde, segurança e higiene.
Falsa promessa e condições precárias
Os trabalhadores teriam sido atraídos a Farroupilha por uma falsa promessa de remuneração, alimentação e moradia. Ao chegar na propriedade, o grupo relatou que soube que só receberia pagamento se trabalhasse 16 horas por dia – o que configuraria extrapolação da jornada de trabalho. Eles não teriam folga e, em dias de chuva, quando não é possível fazer a colheita, eles não ganhavam.
Esta é a segunda operação contra trabalho escravo na Serra em menos de 15 dias. No final de janeiro, 22 trabalhadores argentinos foram resgatados em São Marcos.
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