O ministro Alexandre de Moraes (STF) proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras figuras investigadas por suposta tentativa de golpe de Estado, ocorrida após as eleições de 2022, de frequentarem eventos ligados às Forças Armadas, ao Ministério da Defesa e às polícias militares.
A decisão, parte de um inquérito sobre “milícias digitais” que corre em segredo de justiça, também afeta ex-ministros como Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). Walter Braga Netto (Casa Civil), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Anderson Torres (Justiça), e Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 20 mil.
Esta medida foi tomada no contexto de uma investigação ampla sobre ações que poderiam configurar tentativa de golpe de Estado. Incluindo a criação e divulgação de um documento que sugeria a imposição de um estado de sítio e um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para contestar o resultado das eleições presidenciais de 2022.
A Operação Tempus Veritatis, envolveu buscas e prisões. A polícia Federal convocou os investigados para depor. Com alguns optando pelo silêncio e outros respondendo às perguntas.
Este inquérito também explora reuniões e documentos que sugerem a preparação de ações para interferir no resultado eleitoral, incluindo um encontro em julho de 2022. Onde o ex-presidente Bolsonaro teria apresentado um plano que envolvia a utilização das Forças Armadas para alterar o desfecho das eleições. O general Marco Antonio Freire Gomes confirmou isso em depoimento à Polícia Federal.
(GZH)
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