Mourão torce a verdade sobre o golpe de 1964

O senador diz que a “Nação salvou-se a si mesma” quando derrubou João Goulart

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Em seu artigo em GZH, Rosane de Oliveira critica o senador Hamilton Mourão por uma publicação sobre o golpe militar de 1964, quando afirmou que “em 31 de março de 1964 a nação se salvou a si mesma”.

A autora argumenta que o senador está tentando reescrever a história, ignorando os fatos e as consequências do golpe, como a censura, a tortura e as mortes durante o regime militar.

Ela relembra a crise política que precedeu o golpe, incluindo a renúncia do presidente Jânio Quadros e a disputa sobre sua sucessão, quando o vice gaúcho João Goulart (Jango) quase fica sem assumir.

A jornalista destaca ainda os excessos cometidos durante o regime militar, como a violação de direitos humanos e a suspensão da democracia, que o senador omite em sua mensagem.

Portanto, a autora sugere que o senador esteja minimizando a gravidade do golpe e suas consequências negativas para a nação.

Jango queria o quê?

Jango, o presidente latifundiário, queria implementar uma série de reformas para as quais militares, políticos e a imprensa não estavam preparados.

O lunático Jânio Quadros

“É preciso relembrar de 1961 e como se chegou à crise que resultou na tentativa de impedir a posse de Jango. Os brasileiros elegeram um lunático chamado Jânio Quadros para presidir a República depois de Juscelino Kubitschek, um político moderno, visionário e liberal nos costumes. Um presidente que tinha construído Brasília em tempo recorde e transformado o Brasil no paraíso das empreiteiras.

Jânio, conservador nos costumes e errático na economia, embarcou no discurso de varrer a corrupção e conquistou corações e mentes. Renunciou em agosto de 1961 dizendo-se perseguido por forças ocultas, que nunca identificou quais eram.

Mas o vice (Jango), que naquela época se elegia independentemente do titular, era intragável para os militares. Para piorar, estava em Pequim, na China comunista.

Se não fosse pelo cunhado Leonel Brizola, que do Palácio Piratini comandou a resistência em uma frente conhecida como Movimento da Legalidade, Jango não teria assumido.

Mas o golpe foi apenas adiado. E em março de 1964 um outro Mourão, o Olímpio Mourão, entrou para a história como o líder daquilo a que os golpistas chamaram de revolução.

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