Buenos Aires – Argentina – Os condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 buscaram refúgio na Argentina, acreditando que o governo de Javier Milei facilitaria o processo. No entanto, até o momento, Milei não interveio a favor dos foragidos, frustrando suas expectativas. Muitos deles, que esperavam asilo político ou agilidade no trâmite de refúgio, enfrentam um cenário de rejeição e vigilância policial, com mais de 50 indivíduos procurados e cinco já detidos.
Após mandados de prisão emitidos em novembro por um juiz federal, a polícia argentina intensificou as buscas, surpreendendo os condenados. Muitos deixaram de frequentar locais públicos ou fugiram para países vizinhos, como Peru e Chile. Alguns seguem presos e aguardam audiências que decidirão sobre extradição. Sem apoio político significativo, o refúgio torna-se improvável, enquanto o temor de captura restringe suas atividades cotidianas.
A análise de pedidos de refúgio, regulada por normas internacionais, é demorada e sigilosa. Contudo, as decisões recentes indicam uma posição rígida das autoridades argentinas. Apesar de diplomatas brasileiros acompanharem os casos, a interferência de Milei é improvável, mesmo com sua postura favorável a perseguidos políticos em outros contextos, como na Venezuela. As decisões finais sobre extradição devem ocorrer até o primeiro semestre de 2025.
Fonte: Folha de São Paulo.
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