Santiago e região – Os prefeitos Marcelo Piru (Santiago), Adair Cardoso (Capão do Cipó) e Gilnei Manzoni (Unistalda) reuniram-se com a Defesa Civil, Emater e Sindicatos Rurais para avaliar os danos no campo. Com base em laudos técnicos da Emater, os três municípios decidiram decretar situação de emergência devido à estiagem.
As perdas mais graves atingem as plantações de soja e milho. Em todo o estado, a expectativa de colher 21 milhões de toneladas de soja caiu para 18 milhões devido à falta de chuva em várias regiões. Além do clima, o agricultor enfrenta o mercado: o preço atual de venda não cobre o alto custo para manter a lavoura.
Prejuízo em Santiago passa dos 200 milhões
O laudo da Emater revela que a seca e o calor intenso acabaram com as expectativas para a safra 2025/2026. O prejuízo total estimado para o município de Santiago já passa dos 203 milhões.

O drama das lavouras e da pecuária
A produção de grãos, motor da economia local, foi a mais castigada. A situação é alarmante para os produtores de soja, que viram a produtividade cair 40%. Com 55 mil hectares atingidos, as perdas na soja somam 127,6 milhões. A estimativa inicial de colheita, que deveria ser de 3.000 kg por hectare, caiu para apenas 1.800 kg, afetando diretamente 450 produtores.
- Milho (grão e silagem): O mau desenvolvimento das plantas já causa prejuízos que superam 2,4 milhões.
- Pecuária de corte: Sem chuva, o pasto parou de crescer e secou. Sem comida no campo, o gado perde peso, gerando um prejuízo de 73,1 milhões para os criadores da região.
Terra seca apesar das chuvas
Embora tenha chovido muito em dezembro (305,6 mm), a terra não conseguiu segurar a água. O relatório mostra que tudo piorou entre janeiro e a metade de fevereiro, quando choveu apenas 5,1 mm, volume 95% menor do que o esperado para o período. Além disso, o calor excessivo dentro das estufas está matando plantas de hortifrúti.
Falta de água
Desde dezembro, a secretaria da Agricultura e a Defesa Civil mobilizaram caminhões-pipa levar água potável para 100 famílias de diversas localidades. Com as recentes chuvas, o número de pedidos diminuiu.

O risco do endividamento
O laudo técnico também alerta para a situação financeira dos produtores. Com custos de produção altíssimos, que consomem até 45 sacas de soja por hectare, e a necessidade de renegociar dívidas, muitos agricultores estão presos em um ciclo de dívidas. O acúmulo de juros e impostos sobre dívidas antigas pode levar muitos produtores à falência. “Este prejuízo será sentido em todos os setores da cidade, que dependem da força do agronegócio”, conclui o documento assinado pelos engenheiros agrônomos Marcelo Steiner e Otávio Poleto.
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