RS – O comércio gaúcho terminou o primeiro semestre com mais demissões do que contratações. Foram cerca de 159,2 mil admissões contra 164,5 mil desligamentos entre janeiro e junho. A diferença representa o fechamento de 5,3 mil empregos com carteira assinada.
Pior resultado desde as enchentes
Os números do Caged mostram que esse foi o pior primeiro semestre do varejo no RS desde 2024, ano das grandes enchentes. O resultado acende o alerta para um setor que depende diretamente do consumo das famílias e da circulação de dinheiro.
Roupas lideram as perdas
As lojas de roupas e acessórios foram as mais atingidas e fecharam cerca de 2,2 mil empregos. O comércio de móveis, colchões e artigos de iluminação perdeu 520 vagas. No setor de calçados, outras 463 foram fechadas.
Alguns setores contrataram
Os postos de combustíveis seguiram caminho diferente e abriram 951 empregos. Os supermercados também fecharam o semestre no positivo, com a criação de 576 vagas.
Problema atinge outros estados
A queda não ficou restrita ao RS. São Paulo fechou 16,5 mil empregos no varejo no primeiro semestre. O Rio de Janeiro perdeu 9,2 mil e Minas Gerais, 5,5 mil. Entre as dificuldades enfrentadas pelo comércio estão os juros altos, as dívidas das famílias e a queda no poder de compra. No Interior gaúcho, o endividamento rural também acaba pesando no movimento das lojas.
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