Nacional – O caso começou numa investigação no RS sobre suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por plataformas de apostas. Há indícios de que Willer (foto com Flávio) controla a Rede Loto. A análise de mensagens, e-mails e outros dados apontou vínculos com Flávio.
Mensagens e uma fotografia de documento exibido numa tela de computador estão entre os elementos que levantaram suspeitas sobre o acesso antecipado a informações de processos. Segundo O Globo, a Federal realizou buscas contra Humberto Pradera, ex-secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do Superior Tribunal de Justiça. A operação integra o mesmo inquérito que investiga uma possível atuação de Flávio Bolsonaro e do advogado Willer Tomaz num suposto esquema de lavagem de dinheiro. O senador classificou a notícia sobre a investigação como “fake news”.
As informações dos processos
Conforme a investigação, Pradera teria repassado dados a Willer. A Federal identificou indícios de que o escritório do advogado recebia antecipadamente minutas de decisões, pareceres do Ministério Público e informações sobre resultados de julgamentos. Em alguns casos, segundo os investigadores, esse conhecimento teria permitido mudanças na estratégia dos processos.
A exoneração e a resposta do tribunal
O presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, determinou uma investigação administrativa antes da exoneração de Pradera, ocorrida na última sexta-feira. O tribunal informou que ele ocupava um cargo de confiança, sem vínculo de servidor concursado, e que não comentará as medidas criminais por serem sigilosas. O Globo não localizou Pradera. Ao UOL, ele disse que não tinha acesso a processos em andamento e que não tinha sido informado da exoneração.
A origem da investigação
O caso começou numa investigação da Federal no RS sobre suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por plataformas de apostas. Os agentes encontraram indícios de que Willer controla a Rede Loto, autorizada a operar pelo governo do Rio em maio de 2023. A análise de mensagens, e-mails e outros dados do advogado apontou vínculos com Flávio, levando o inquérito ao Supremo Tribunal Federal.
A defesa do advogado
Willer negou acesso irregular a decisões ou pareceres e qualquer interferência em manifestações do Ministério Público. Disse desconhecer o relatório citado e classificou as insinuações como falsas. Segundo ele, o conhecimento antecipado de julgados pode decorrer de funcionalidades do sistema do tribunal, e a incorporação de argumentos apresentados pela defesa a um parecer faz parte da atividade jurídica. O advogado também repudiou a divulgação de material sigiloso durante a campanha e afirmou que pretende responsabilizar os autores dos vazamentos. (Redação, João Lemes. Fonte: O Globo)
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