Santiago nunca teve tantos asfaltos, calçamentos e outras obras, além da compra de carros e renovação da frota pesada e diversas reformas. São milhões e milhões que vieram para a cidade nesta temporada de emendas que se encerra. O prefeito Marcelo Piru afirma que isso se deve às emendas e, já que o orçamento é quase todo comprometido com pessoal, saúde e educação. Claro, se deve muito à articulação, aos projetos e à contrapartida do município.
Santiago – RS – Em entrevista ao podcast Nova Pauta, o prefeito Marcelo Peru abriu o jogo sobre as finanças do município e explicou por que a cidade tem conseguido tanto recurso extra. Segundo ele, o orçamento da “Terra dos Poetas” é quase todo comprometido com o básico, o que não deixa margem para grandes obras se não houver uma busca ativa por dinheiro de fora. “Temos que trabalhar com as regras do jogo”, afirmou o mandatário.

O nó do orçamento engessado
O prefeito apresentou números que mostram como é difícil governar apenas com o que arrecada. Quase 50% do que entra vai direto para o pagamento de pessoal. Somando os 25% obrigatórios da educação e os 15% da saúde — área onde Santiago investe até mais do que a lei exige —, sobra menos de 10% para todo o resto. É esse restinho que precisa dar conta da infraestrutura urbana, das estradas do interior, da cultura e do meio ambiente. Sem emendas, a máquina simplesmente não investe.

Política sem olhar a cor da bandeira
Sobre a enxurrada de recursos, Piru destacou que o segredo é o respeito institucional. Ele conta com o apoio de deputados e senadores do seu próprio partido, mas faz questão de dar o braço a torcer: políticos de outras siglas também têm ajudado Santiago, e ele reconhece cada um deles. Para o prefeito, ser justo e dar crédito a quem realmente ajuda é o que mantém as portas abertas em Porto Alegre e Brasília.
O legado acima do mandato
Com os pés no chão, Marcelo Piru lembrou que o cargo de prefeito é passageiro, mas as obras ficam. Ele defende que a união com os vereadores e o bom trânsito entre diferentes partidos é o que garante que os projetos saiam do papel e beneficiem a comunidade mesmo depois que ele deixar a prefeitura. Como diz o ditado, “quem planta colhe”, e o prefeito aposta na política de bons vizinhos para continuar colhendo investimentos para Santiago.
“Nós temos que ter muito claro que o nosso mandato é passageiro, mas as ações e os projetos que nós conseguimos fazer vão ficar para a comunidade de Santiago depois que encerrarmos a nossa passagem no nosso exercício do mandato.”
Redação, João Lemes; Fonte: Podcast Nova Pauta 🎙️
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