Capão da Canoa, RS – O cenário no cruzamento da Avenida Valdomiro Cândido dos Reis com a Rua Bom Jesus, neste sábado, é de pura desolação. Pouco menos de 24 horas depois da queda do monomotor que matou quatro pessoas, o que se vê é um amontoado de entulho, lama e o cheiro forte de combustível que ainda corta o ar. O local onde funcionava um restaurante, totalmente consumido pelo impacto e pelo fogo, virou ponto de visitação para dezenas de curiosos.
Estruturas condenadas e moradores fora de casa
A Defesa Civil da cidade está em alerta e aguarda um engenheiro para avaliar os prédios vizinhos. Um imóvel de dois andares, que tem apartamentos e até uma igreja, teve paredes carbonizadas e sacadas arrancadas pela explosão. Por enquanto, os moradores só podem entrar rapidinho para pegar o básico, como roupas e documentos. A volta definitiva só vai acontecer se o especialista garantir que o teto não vai cair na cabeça de ninguém.
Reconstrução em meio ao luto
Enquanto os peritos do Cenipa reviram os destroços para entender por que o avião não subiu, equipes da prefeitura e da CEEE trabalham pesado para colocar novos postes e refazer a fiação elétrica e os canos de água que foram destruídos. No Departamento Médico Legal de Osório, os peritos trabalham na identificação das vítimas. Entre os mortos estão o piloto, um casal de empresários de São Paulo e uma mãe de trigêmeos.
O erro que custou caro
As primeiras informações dão conta de que o piloto pode ter tentado decolar sem usar toda a pista disponível, o que, somado ao peso das quatro pessoas a bordo, impediu que o avião ganhasse altura. Como diz o ditado, “o seguro morreu de velho”, mas aqui a pressa ou o erro de cálculo acabaram em tragédia urbana. Agora, resta o trabalho de limpeza e a espera pelas respostas oficiais da Aeronáutica.
Fonte: GZH e Defesa Civil.
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