RS – Frigoríficos gaúchos começaram a diminuir o ritmo dos abates nas últimas semanas. Algumas unidades passaram a trabalhar em dias alternados e outras concederam férias coletivas. A mudança ocorre por causa da falta de boi gordo para o abate e também pela necessidade de reorganizar as exportações após o limite de compras da China ser atingido.
Menos gado disponível
Segundo o professor Júlio Barcellos, da UFRGS, o principal motivo é a baixa oferta de animais prontos para o abate. O inverno rigoroso reduziu as pastagens e muitos animais confinados ainda não chegaram ao mercado. Com isso, a oferta diminuiu e o preço da carne já começou a subir. Em junho, o aumento ao consumidor foi de cerca de 0,8%.
China muda cenário
Outro fator que pesa sobre a indústria é o mercado chinês. O setor informa que a cota de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas de carne bovina brasileira já foi atingida. Sem uma nova autorização do governo chinês, os próximos embarques poderão pagar uma tarifa de cerca de 67%, considerada inviável para a maior parte da carne exportada. Enquanto isso, as empresas buscam ampliar as vendas para países como Estados Unidos e Vietnã.
Expectativa para os próximos meses
A previsão é de que agosto traga maior equilíbrio com a entrada dos animais confinados no mercado. Isso deve aliviar a pressão sobre os frigoríficos e reduzir novas altas no preço da carne. Já para outubro, especialistas projetam uma recuperação no valor do boi gordo, o que pode provocar novos reajustes para o consumidor.
Fonte: GZH (jornalista Carolina Pastl)
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