
Em entrevista à Rádio Santiago (ao radialista Juliano Nascimento) na manhã desta sexta, 17, o presidente do Sindicato dos Comerciários, Carlos Floriano, divulgou um balanço dos desempregos em Santiago nos últimos dias. Depois da Reforma Trabalhista (em 2017) não fica mais obrigado a fazer as rescisões no sindicato, porém a entidade fez um levantamento (na quinta, 16) com os escritórios de contabilidade. Conforme Carlos, essa pesquisa apontou um total de 215 demissões. Ele alia esse número também à crise provocada pela estiagem, que atinge não só o município, mas todo o Estado. Houve também alguns acordos trabalhistas e suspensão de contratos, conforme acordo do governo com as empresas.
Suspensão de 30 dias: 19
Suspensão de 60 dias: 5
Redução de 60 dias: 6
Redução de 90 dias: 46

Na construção civil
O sindicato da categoria não sofreu muita baixa. Conforme o presidente, Carlos Roberto, foram poucas rescisões feitas pelo sindicato, que também abrange as olarias, marcenarias, pré-moldados e madeireiras.
Centro Empresarial calcula 300 demissões
Conforme nota divulgada pelo presidente da entidade, Juliano Bernardi, desde a suspensão das atividades em Santiago, já ocorreram mais de 300 demissões nas empresas locais, número este 1,5 vezes superior ao total ocorrido no ano anterior e fruto de levantamento realizado pela entidade e que representa apenas as rescisões já realizadas. Estão em curso, mais de uma centena de avisos prévios, com o que em menos de 30 dias, as rescisões de contrato de trabalho já serão superiores a 500.
Histórico de demissões
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) ainda não atualizou os dados deste ano. O coordenador do Sine, Bruno Bertoldo Melo, divulgou na Rádio Nova Pauta dados relativos ao histórico do mês de abril nos últimos três anos, o qual aponta a média de 198 pessoas demitidas (195 em 2019). Já o número de demissões de todo o ano passado chegou a 2.458. Quanto às pessoas admitidas, em abril (média em três anos) foram 201. No ano passado, 204 pessoas tiveram sua Carteira de Trabalho assinada neste mesmo período (abril).

Bruno Bertoldo de Melo e João Lemes.
Os empregos
O setor que mais emprega em Santiago é o comércio e serviços (76%). E também deverá ser o que mais terá desemprego. Conforme Bruno Bertoldo, 41% das pessoas que têm sua carteira assinada é no comércio local. Nos serviços, o percentual é de 34.9%. Em 2019, por exemplo, foram admitidas 1.181 pessoas no comércio. O cargo de vendedor é o que mais emprega.
Sine sem atendimento presencial
Para evitar a concentração de pessoas e o consequente
risco de contaminação pelo coronavírus, o Sine suspendeu os atendimentos
presenciais até 30 de abril, respeitando os decretos do governo do Estado.
Trabalhadores que necessitarem dos serviços tem à disposição os canais
virtuais:
Seguro-Desemprego – Aplicativo Carteira de Trabalho Digital na aba
“benefícios”
Site: gov.br/trabalho
Carteira de Trabalho – Aplicativo: App CTPS Digital
Vagas de emprego – Aplicativo: Sine Fácil
Central de Atendimento do Trabalhador do Ministério da Economia – 158
A equipe da Agência FGTAS/Sine Santiago está à disposição para esclarecer dúvidas através do número 55-98423-1080, e-mail santiago@fgtas.rs.gov.br ou pela página do Facebook.



