Lajeado, RS – A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta (26), uma nova fase da investigação que apura o desvio de recursos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) em Lajeado. O principal alvo é o ex-prefeito Marcelo Caumo (2017-2023), que teve a prisão temporária decretada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). A medida busca evitar a destruição de provas e a combinação de versões, após mensagens interceptadas indicarem risco à instrução do processo.
Irregularidades em contratos públicos
A investigação aponta fraudes em contratos que somam cerca de 120 milhões. Conforme a Controladoria-Geral da União (CGU), a prefeitura de Lajeado utilizou indevidamente o estado de calamidade pública das enchentes para dispensar licitações. O esquema teria beneficiado empresas de serviços terceirizados com valores superfaturados e sem a escolha da proposta mais vantajosa para o município.
Conflito de interesses e apreensões
Caumo, que foi secretário de Desenvolvimento Urbano no governo Eduardo Leite até novembro passado, advogou para uma das empresas investigadas antes de sua gestão na prefeitura. Em um escritório ligado ao político, a PF apreendeu 411 mil em espécie. Esta operação desdobra uma ação de novembro de 2025, que já havia motivado a exoneração de Caumo do secretariado estadual.
Alcance da operação e crimes investigados
Além do ex-prefeito, a ofensiva resultou na prisão de uma empresária e no afastamento de uma vereadora de Encantado. Mandados de busca foram cumpridos em 20 endereços, incluindo Porto Alegre, Novo Hamburgo e cidades do Vale do Taquari. A Justiça determinou o bloqueio de 5 milhões em ativos dos investigados, que respondem por desvio de verbas públicas, fraude em licitações e lavagem de capitais. (Fonte: GZH)
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