…diversão e educação?
(J.Lemes)
Falam tanto em paz, que não se bate nos filhos (eles não podem nem trabalhar). No entanto, há filhos que mandam nos pais, nos avós. Alguns saem pra rua assaltar e bater nos outros levados pela má criação ou influenciados pela violência via satélite. Também há outra guerra que assusta: a dos maridos que se estribam na bebida pra surrar a esposa. E a lei diz: o pai que levantar a mão comete um crime. O marido também. Em São Paulo uma professora foi até afastada porque sugeriu varadas a uma cria mal-educada. Ora, e para os que batem nas esposas, de que serve a lei? (Em Santiago não há mais controle sobre esses “maridos”).
Não sou favorável a nenhum tipo de violência, embora tenha sido criado abaixo de surras. Quando errava, minha tia me dava nos dedos com um ferro ou com as costas das facas, fora o resto… Perguntam-me: como não me revoltei, não virei marginal? Como hoje sou contra a violência? Penso que o regime valeu a pena.
Hoje vejo a violência sendo vendida na TV e internet, cheias dessas malditas lutas que relembram as arenas romanas, com sangue na cara de quem apanha. E o povo acha lindo e pede mais sangue, numa prova da estupidez de nossas mentes. Com não posso fazer muito contra isso, apenas ensino meus filhos o que me parece certo e os mantenho na rédea curta, com tarefas a cumprir, quase igual ao sistema em que fui criado. Também lhes digo que algum laçaço de pai é para que eles não deem desgosto quando adultos. E não custa lembrar uma frase da minha mãe: o trabalho nunca matou ninguém, mas a preguiça, a falta do que fazer, sim.



