PDT assume papel de coadjuvante na eleição

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Dupla Bueno e João Carlos, do PT, será apoiada pelo PDT, PPL e PSD.
Há pouco mais de dois meses, o PDT de Santiago se anunciava como o protagonista dos partidos de oposição, mas acabou ficando mesmo foi com um papel de coadjuvante nas eleições municipais de 2012. Desde o final do ano passado, os líderes do PDT, PMDB, PSDB, PT, PTB se somaram aos novos PPL e PSD para estudar uma aliança e lançar um “grande projeto” para a cidade. 

Os meses foram passando e só que estava certo era que nada ainda tinha sido definido. Cada partido tinha os seus potenciais candidatos, que seriam avaliados pelo colegiado de líderes políticos. Até que o pouco popular Everaldo Gavioli foi anunciado como o candidato das oposições, chegando a dar entrevistas nas rádios, devidamente acompanhado por outros líderes que ensaiavam lhe seguir.
Foi aí que as forças oposicionistas sofreram o primeiro racha: o vereador Bianchini não gostou da escolha de Gavioli e acusou o PMDB de traição. Junto com o PT, Bianchini anunciou que sairia uma outra via para concorrer a Prefeitura. Em menos de duas semanas, a candidatura de Gavioli já não existia e a oposição voltava à mesa de negociações, mais rachada do que nunca.
Até que Diniz Cogo foi confirmado como o candidato do PMDB, na tentativa de realinhar os companheiros dispersos. Neste meio tempo, já se ventilava a hipótese do PDT se coligar com o PT e lançar uma chapa. Diniz chegou a afirmar que isso era conversa fiada e que os trabalhistas estavam lhe apoiando. Mas isso não se confirmou. Afinal, foi o PSDB que aceitou indicar o vice-prefeito na chapa da composição com o PMDB e o PTB, legitimando Diniz e Vulmar.
E o PDT? Durante toda a semana passada, nem os próprios filiados sabiam ao certo qual seria o rumo a tomar, pois havia muita indefinição. Parte queria coligar com o PMDB, parte com o PT. Rumores davam conta de que poderia sair uma chapa encabeçada por Mauro Burmann, do PDT, com o PT na vice. Ou, na pior das hipóteses, que o PDT indicaria o vice com o PT na cabeça da chapa representada por Antônio Bueno.
Nem uma coisa, nem outra. Em sua convenção, o PDT definiu que, sim, iria apoiar o PT, o que é algo inédito na política local. Mas que não iria indicar candidato algum na chapa majoritária. Ficou Bueno, do PT, de candidato a prefeito, tendo como vice João Carlos Silveira, também do PT.


E para a alegria do PPL e do PT, o PDT ainda irá somar votos na eleição para vereador. Uma jogada que, no final das contas, pode fazer com que o PDT nem mesmo seja coadjuvante, mas um mero figurante.


E, claro, em toda essa discussão de nomes e nomes na oposição, o que menos se falou foi em algum projeto…

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