
“Talvez a gente possa até adquirir imunidade de rebanho para ômicron, mas não para o vírus”, afirma a médica Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.
“Só de domingo para segunda-feira, 17, foram mais de 76 mil testes de covid com resultado positivo no país. A ômicron não brinca e a gente sabe que devem existir muito mais casos por aí. Até porque nem todas as pessoas com sintomas da doença ou assintomáticas, mas sob suspeita após o contato com alguém diagnosticado com o vírus, andam conseguindo ser testadas”, escreveu a jornalista Lúcia Helena (UOL).
“O que estamos vivendo não é uma nova onda, é um tsunami”, afirma a médica Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.
Segundo ela, há uma quantidade de casos que jamais foi vista. “Quem ainda não teve a covid logo terá ou, então, já teve e não sabe, porque está impossível ir para qualquer local sem cruzar com essa nova variante”, explicou.
Nesse cenário, é justo que as pessoas se perguntem: ora, se todo mundo está pegando o vírus e, portanto, adquirindo imunidade natural, podemos deduzir que a variante nos deixará protegidos? Alcançaremos a falada imunidade de rebanho?
“Quem apontar qualquer coisa que irá acontecer depois de ômicron com muita segurança provavelmente estará chutando” avisa a doutora Rosana. “Só o tempo dirá. O que posso fazer é apenas dar a minha opinião. Talvez a gente possa até adquirir imunidade de rebanho para a ômicron, mas não para o vírus”.



