Suzane Von Richthofen, cumprindo pena em regime aberto e condenada pela morte dos pais, tornou-se mãe. Seu filho Felipe Zecchini Muniz nasceu nessa sexta, 26, no Hospital Albert Sabin, em Atibaia – São Paulo.
O bebê levará apenas o sobrenome do pai, uma decisão da família paterna para proteger a criança da repercussão do crime cometido por Suzane. A medida visa evitar que o filho de Suzane seja associado ou afetado pelo notório crime que ela cometeu.
Segundo informações do colunista Ullisses Campbell, do O Globo, os funcionários do hospital foram instruídos a não tirar fotos nem conversar com Suzane sobre temas que não fossem o nascimento do filho, sob pena de demissão em caso de desobediência.
Suzane ficou hospitalizada por dois dias para o procedimento de parto cesárea e já deu à luz.

A história do crime de Suzane, assistida pelos irmãos Cravinhos, permanece sendo um dos casos mais infames do Brasil, e agora, com o nascimento de seu filho, inicia-se um novo capítulo em sua vida pessoal.
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Quem é Suzane von Richthofen
Suzane von Richthofen participou do assassinato dos pais, Manfred e Marísia Von Richthofen, em 31 de outubro de 2002, tendo sido condenada a 39 anos de prisão.
O crime, à primeira vista, parecia latrocínio. Porém, Suzane e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos confessaram o homicídio. Suzane e Daniel eram namorados à época.
Os três planejaram o crime, executado na casa da família, na zona sul de São Paulo. À época, ela havia dito às autoridades que os pais não aprovavam o namoro e faziam pressão para que ela rompesse o relacionamento.
Também de acordo com o depoimento, os pais teriam passado a desaprovar a relação após terem descoberto que os jovens usaram drogas.
Em agosto de 2014, a 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté decidiu pela progressão do regime semiaberto, que permite saídas temporárias aos detentos.
Na época, em sua decisão, a juíza argumentou que Suzane “encontra-se presa há 12 anos, não apresenta anotação de infração disciplinar ou qualquer outro fator desabonador em seu histórico prisional”.
No entanto, Suzane Von Richthofen declarou, na ocasião, por escrito, que não tinha interesse no regime semiaberto por “temer por sua vida fora do cárcere”.
Mais tarde, em 2015, ela progrediu novamente para o regime semiaberto.
Em 16 de junho de 2016, a Justiça havia autorizado que a detenta cursasse ensino superior. Entretanto, ela não começou um curso devido à situação econômica que não possibilitava.
Em 2018, a Justiça de São Paulo negou um pedido da defesa de Suzane para a progressão para regime aberto, alegando que os testes psicológicos apresentaram traços de infantilidade, egocentrismo e narcisismo. (CNN)
Em 17 de setembro de 2020, foi negado requerimento de revisão do pedido de 2018.
Em setembro de 2021, o desembargador José Damião Pinheiro Machado Cogan, da 5ª Câmara de Direito Criminal, concedeu a Suzane von Richthofen o direito de cursar faculdade de farmácia em Taubaté (SP).
Ela cumpria o regime semiaberto na penitenciária feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo.
Agora, cerca de 20 anos depois da condenação, Richthofen cumprirá a pena em regime aberto.
Em nota encaminhada à CNN, o poder judiciário informou que 2ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté proferiu nesta quarta-feira (11) a progressão do regime de Richthofen para aberto, após ter “verificado o cumprimento dos requisitos estabelecidos pela Lei de Execução Penal”.
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Espero que este filho lhe dê o mesmo tratamento que ela dispensou as pais dela!