Unicamp defende cotas para pessoas trans como ação civilizatória

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Campinas – São Paulo – Antonio José de Almeida Meirelles, reitor da Unicamp até o final de abril, afirma que a universidade pública não pode atender apenas a uma parte da sociedade. Para ele, a instituição deve acolher as diferenças e combater desigualdades. Meirelles defende as cotas para pessoas trans, travestis e não binárias como forma de reconhecer a exclusão histórica desse grupo no ensino superior e ampliar o acesso com justiça.

A Unicamp anunciou a reserva de até 120 vagas para pessoas trans no sistema Enem-Unicamp. A medida busca compensar a vulnerabilidade enfrentada por essa população. O reitor explica que os beneficiados precisam atender ao desempenho mínimo exigido e não entram apenas por sua identidade de gênero. A presença desses estudantes nas salas de aula, segundo ele, também amplia o debate e a produção de conhecimento sobre diversidade.

A decisão provocou reações no meio político. Parlamentares tentam barrar as cotas na Justiça e na Assembleia Legislativa. A promotoria solicitou estudos que embasaram a ação afirmativa. Para Meirelles, as críticas refletem posições ideológicas e devem perder força com o tempo. Ele compara a resistência atual à vivida pelas cotas raciais, que hoje são reconhecidas como uma política positiva.

Fonte: Folha de São Paulo.

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