Nacional – Há um ano e dois meses, uma trabalhadora foi demitida de uma loja de perfumaria e cosméticos. Segundo seu relato, a principal razão para a dispensa foi a transfobia por parte da gerência. Até hoje, ela não recebeu os valores da rescisão contratual nem conseguiu se recolocar no mercado de trabalho formal.
A vaga foi oferecida com a promessa de um salário atrativo e uma bolsa de estudos para concluir a graduação. No entanto, após apenas quatro meses, veio a demissão. Segundo a ex-funcionária, esse tipo de situação é recorrente: pessoas trans são contratadas temporariamente para que as empresas garantam uma imagem inclusiva, sem um compromisso real com a diversidade.
Neste Dia Nacional da Visibilidade Trans (29), histórias como essa refletem os desafios enfrentados no mercado de trabalho, onde o preconceito ainda impõe barreiras e se soma a outras formas de discriminação. A falta de acolhimento começa muitas vezes no ambiente familiar, impacta o acesso à educação e, sem oportunidades, pode levar à vulnerabilidade social.
Mesmo diante das dificuldades, a busca por qualificação não parou. O primeiro emprego formal veio por meio de um projeto social, e ao longo dos anos foram acumuladas diversas experiências profissionais. No entanto, em todas elas, o tratamento desigual foi uma realidade.
Empresas que se dizem inclusivas muitas vezes impõem critérios mais rigorosos para pessoas trans, exigindo mais experiência, formação ou referências, enquanto outros funcionários na mesma função não passam pelo mesmo crivo. Além disso, oportunidades de crescimento são limitadas, e casos de disparidade salarial ainda são comuns.
Enquanto busca estabilidade no mercado de trabalho, alternativas como empreendedorismo e produção de conteúdo online surgem como caminhos para driblar a falta de oportunidades e construir um futuro profissional mais seguro e digno.
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