Brasília – DF – O senador Flávio Bolsonaro entrou na mira dos holofotes após a revelação de que ele e sua família andaram cruzando os céus em jatinhos emprestados por empresários no ano passado. Segundo documentos obtidos pelo jornal Estadão, o parlamentar fez pelo menos duas viagens de luxo “na faixa”: uma para a Flórida, nos Estados Unidos, e outra para o Rio de Janeiro.
Aniversário nas nuvens
A primeira viagem aconteceu na virada do dia 1º de maio de 2025, logo após o senador completar 44 anos. Flávio, a esposa e o advogado Willer Tomaz embarcaram em um jato de longo alcance, com capacidade para 13 passageiros, pertencente aos donos de um grande laboratório farmacêutico. O grupo decolou de Brasília rumo ao território americano para aproveitar o feriadão.
Carona com o amigo advogado
A segunda mordomia registrada foi em abril, quando o senador, a esposa e as duas filhas usaram um jatinho que pertence a uma empresa do próprio Willer Tomaz para ir ao Rio. O advogado é figura carimbada nos bastidores da capital federal e ficou muito próximo da família Bolsonaro nos últimos anos, embora também circule com desenvoltura entre políticos de outros partidos.
“Finalidade pessoal”, diz senador
Questionado sobre quem pagou a conta do combustível e das taxas aeroportuárias — que não são baratas —, Flávio Bolsonaro saiu pela tangente. Em nota, afirmou que as viagens foram de caráter privado e familiar, fruto de uma amizade pessoal, e aproveitou para cutucar o governo atual, dizendo que, diferentemente de outros políticos, não há “favoritismo ou contrapartida” com a administração pública.
Sem nota fiscal à vista
O advogado Willer Tomaz também reforçou que tudo não passou de um gesto de amizade entre as famílias, sem nenhum vínculo comercial. Apesar das explicações, o caso levanta poeira em Brasília sobre a ética de autoridades aceitarem mimos de alto valor de pessoas que possuem interesses em Brasília. Como diz o ditado, “quem paga a banda, escolhe a música”, e o uso dessas aeronaves particulares segue dando o que falar nos tribunais da opinião pública.
Redação, João Lemes; Fonte: Estadão e Agência Aeronáutica ⚖️
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