Um aumento significativo na venda de colírios sem registro anunciados com propagandas atraentes em sites e nas redes sociais como “milagrosos” vem ocorrendo no Brasil, alertou a Sociedade de Oftalmologia do RS (Sorigs).
Segundo a entidade, são produtos que, na maioria das vezes, utilizam-se de depoimentos fictícios para impulsionar as vendas, prometendo curar as doenças oculares, tratar de alergias, melhorar a visão sem óculos, clarear a esclera (a parte branca do olho) e até substituir cirurgias.
Os especialistas em oftalmologia chamam a atenção para o uso sem prescrição médica que pode causar danos graves à saúde ocular, incluindo a cegueira irreversível. A recomendação da Sorigs é que os consumidores procurem orientação profissional antes de utilizar qualquer tipo de colírio, além de evitar a compra daqueles cuja propaganda promete resultados sem a comprovação científica.
Muitos desses itens possuem apenas indicação terapêutica, mas, para serem comercializados como medicamentos, necessitariam de regularização na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Entre os principais riscos associados ao uso desses colírios ditos “milagrosos”, destacam-se:
infecções oculares graves (ceratites e conjuntivites químicas), fórmula contendo substâncias tóxicas ou irritantes que podem causar danos irreversíveis à córnea e esclera e retardo no diagnóstico de doenças graves (glaucoma e catarata) devido ao alívio sintomático momentâneo.
Em caso de exposição a esses produtos e a apresentação de qualquer sintoma ocular – vermelhidão, dor ou dificuldade visual –, o paciente deve consultar um oftalmologista. (Fonte: Portal O Sul)
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