O prefeito Osvaldo Froner (PP) e seu vice, Anselmo Cardoso (PDT) acabam de serem cassados pela Justiça Eleitoral sob acusação de arrecadação e gastos ilícitos durante a campanha eleitoral de 2020. As denúncias são de compra de votos em troca de benefícios financeiros para eleitores.
Um dos principais fatos que motivou o processo foi a utilização de “caixa dois” para compra de combustível que foi repassado através de vales aos eleitores. Os funcionários do posto relataram que o movimento se intensificou perto das eleições. Os valores gastos não constaram da prestação de contas.
Seguem nos cargos
A sentença foi publicada na quinta (15) pela juíza eleitoral, Ana Paula Nichel Santos. A decisão é de primeira instância. Portanto, prefeito e vice devem seguir nos cargos até o julgamento pelo Tribunal Regional Eleitoral.
Nova eleição
Caso o Tribunal Regional mantenha a decisão, em 60 dias deverá ocorrer nova eleição. Neste caso, o prefeito e o vice são afastados e o presidente da Câmara assume a Prefeitura até a posse do novo prefeito.
Resultado da eleição de 2020
Osvaldo Froner (PP): 1.269 votos (53,16%)
Alcides Meneghini (MDB): 839 votos (35,15%)
Luis Henrique Lima (PSD): 279 votos (11,69%)
Um dos processos foi julgado improcedente
O advogado Isaque dos Santos Dutra está trabalhando na defesa dos dois administradores. Ele informa que um dos processos que havia contra o prefeito Froner e o vice Anselmo, movido pelo Ministério Público Eleitoral, foi julgado improcedente. Eles eram acusados de terem contratado uma moradora do assentamento mediante a compra de votos (dela e de familiares). Mas ficou provado que ela mesma foi quem pediu o emprego e já era filiada ao partido do vice-prefeito, assim, seu voto já pertencia aos representados.
“Não há ilegalidade na contratação de servidores no período de campanha eleitoral e a exoneração ocorreu a pedido dela, conforme comprovado em audiência”, diz parte da decisão da juíza.




