A greve envolve diversos setores, como ferroviários, taxistas, trabalhadores portuários, setor aeronáutico e funcionários de estatais.
O presidente Javier Milei enfrenta resistência do governo e ameaças de processos judiciais por parte de autoridades.
A manifestação, que rejeita as reformas de Milei, limitando o direito à greve e o financiamento dos sindicatos, ocorre simultaneamente à oposição no Congresso, que levou o governo a cortar 141 dos mais de 600 artigos do Decreto de Necessidade de Urgência, conhecido como “Decretaço”.
O Decretaço…
…altera 350 normas em várias áreas, com foco na reforma trabalhista, que já havia sido revogada pela Justiça no início do ano.
A suspensão temporária dessas medidas foi decidida pela Câmara Nacional de Apelações do Trabalho, e a Suprema Corte deve avaliar a constitucionalidade do projeto em fevereiro.
A greve também se posiciona contra a “Lei Ônibus”, um pacote de reformas que inclui privatizações, mudanças econômicas e contratuais.
O movimento de greve resultou no cancelamento de 33 voos de ida e volta entre Brasil e Argentina por companhias aéreas brasileiras, como GOL e Latam.
Analistas consideram a greve como simbólica, pois a CGT é vinculada ao peronismo e se opõe a Milei.
Apesar disso, acredita-se que a greve não terá grande impacto nas negociações de Milei no Congresso, uma vez que a oposição peronista, que aderiu aos protestos, não está envolvida nas conversas.
Milei, em um movimento de recuo, enviou um projeto reduzido ao Congresso, retirando a petrolífera YPF da lista de privatizações e fazendo alterações em várias áreas para aliviar a resistência dos deputados. (GZH)
VEJA TAMBÉM: Cientistas estudam irlandês de 93 anos que apresenta idade biológica de 30