A Justiça Eleitoral cassou o diploma do prefeito de Capão do Cipó, Osvaldo Froner (PP), e do vice-prefeito, Anselmo Cardoso (PDT). Os dois são acusados de arrecadação e gastos ilícitos durante a campanha eleitoral de 2020, com algumas denúncias de compra de votos em troca de benefícios financeiros para eleitores. A chapa venceu com 53,16% dos votos.
A decisão é de primeira instância e tem aplicação imediata, mas cabe recurso. Nesse período, eles podem permanecer na Administração. Caso o Tribunal Regional Eleitoral mantenha a decisão da juíza Ana Paula Nichel Santos, em 60 dias deverá ocorrer nova eleição. Neste caso, o presidente da Câmara assume a Prefeitura até a posse do novo prefeito.
Em parte da decisão, a juíza descreveu irregularidades na prestação de contas. Frizou que os políticos utilizaram “caixa dois” para a compra de combustível que foi repassado através de vales aos eleitores. Os valores gastos não constaram da prestação de contas. Os funcionários do posto Agrosolo relataram que o movimento se intensificou perto das eleições. Uma testemunha confirmou ao Ministério Público que pessoas que não trabalhavam na campanha abasteciam com vales entregues pelo partido.
Somente entre os dias 09/11/2020 até o dia da eleição 15/11/2020, ou seja, em sete dias, foram distribuídos no posto mais de 900 litros de gasolina mediante a apresentação de vales, sendo que há fornecimento de combustível até no dia da eleição, data que é vedada a realização de movimentos de campanha.
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