Santiago, RS – Com a chegada das altas temperaturas e da umidade característica do verão, o risco de incidentes com cobras, escorpiões e aranhas aumenta consideravelmente, especialmente na zona rural. A jararaca é a serpente mais comum no Brasil e exige atenção redobrada da população nesta época.
Como agir após uma picada de cobra
A primeira e mais importante medida é manter a calma. O estado de agitação faz com que o sangue circule mais rapidamente, acelerando a propagação do veneno pelo organismo. A recomendação médica é que a vítima lave o local afetado apenas com água e sabão, mantenha o membro picado em posição elevada e procure socorro médico imediato.

O que não fazer
É fundamental que a população saiba o que evitar. Erros comuns, como garrotear o membro, fazer cortes, furar ou espremer o local da picada, podem agravar a lesão. No hospital, a equipe identifica a espécie da serpente para aplicar o soro antibotrópico (picada de jararaca), que está disponível em Santiago para toda a região. O tratamento é monitorado pelo Centro de Informação Toxicológica de Porto Alegre, que define a dosagem necessária de ampolas para cada paciente.
O perigo dos escorpiões
Diferente das cobras, os escorpiões possuem hábitos noturnos e representam um perigo letal. As espécies amarela e marrom são as principais responsáveis por acidentes, cujos sintomas incluem dor intensa, vermelhidão, náuseas e alterações na frequência respiratória e cardíaca. Durante o dia, esses animais buscam refúgio em locais úmidos e escuros, saindo à noite para caçar baratas e moscas. Para evitar a presença deles, deve-se manter o lixo fechado e o pátio limpo de entulhos. O uso de plantas como lavanda e alecrim também ajuda a afastá-los.

E as aranhas?
Embora os acidentes com aranhas sejam menos frequentes, eles causam dor intensa, suor, inchaço e formigamento. Nestes casos específicos, a orientação é aplicar gelo no local até o atendimento médico. É importante ressaltar que Santiago não dispõe de estoque local dos soros contra escorpiões e aranhas.

Atualmente, o centro de referência para esses tratamentos é o HUSM. Em caso de ocorrência em Santiago, o paciente é encaminhado a Santa Maria ou a secretaria de Saúde providencia o transporte do soro, que pode ser aplicado em até 36 horas. Assim como nos casos de cobras, todo o processo é feito sob orientação direta dos especialistas de Porto Alegre.
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