Dados inéditos do sistema Vigitel, divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta (28), revelam um cenário preocupante para a saúde pública nacional. Atualmente, 62,6% da população brasileira está acima do peso, um salto significativo em comparação aos 42,6% registrados em 2006.
Explosão da obesidade e doenças crônicas
O levantamento aponta que a obesidade mais que dobrou em 18 anos, passando de 11,8% para 25,7%. Esse aumento reflete diretamente no crescimento de doenças crônicas no país:
- Diabetes: saltou de 5,5% para 12,9%.
- Hipertensão: subiu de 22,6% para 29,7%.
Segundo o ministro Alexandre Padilha, o envelhecimento da população contribui para esse quadro, exigindo políticas de prevenção mais agressivas.

Hábitos contraditórios: menos refrigerante, mais sedentarismo
A pesquisa traz dados curiosos sobre o estilo de vida do brasileiro. Por um lado, o consumo de refrigerantes e sucos artificiais caiu pela metade (de 30,9% para 16,2%). Por outro, o deslocamento ativo (caminhar ou pedalar para o trabalho) diminuiu, em parte pelo aumento do uso de transportes por aplicativo.
Embora a prática de exercícios no tempo livre tenha crescido (atingindo 42,3%), o esforço ainda não é suficiente para frear o avanço do peso e das doenças associadas.
O impacto da insônia
Pela primeira vez, o Vigitel analisou a qualidade do sono. Os resultados preocupam o governo:
- 20,2% dos adultos dormem menos de 6 horas por noite.
- 31,7% sofrem com sintomas de insônia, problema que afeta mais as mulheres (36%) do que os homens (26,2%). O Ministério alerta que o sono insuficiente está diretamente ligado ao ganho de peso e ao comprometimento da saúde mental.
Estratégia “Viva Mais Brasil”
Para combater esses índices, o governo lançou a estratégia Viva Mais Brasil, que prevê o investimento de 340 milhões. O foco será a promoção da atividade física, alimentação saudável e a retomada do programa Academia da Saúde. A iniciativa busca articular ações no SUS e no setor privado para incentivar modos de vida mais equilibrados.
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